R. Dona Adma Jafet , 115, Bela Vista | Hospital Sírio-Libanês - São Paulo (11) 4750-1185 contato@ortopedistajoelho.com.br


Artroplastia em Casos de Artrose Grave no Joelho

O desgaste do joelho, denominado artrose (ou osteoartrite, ou gonartrose), ocorre conforme envelhecemos. Algumas situações podem acelerar o desgaste em virtude da destruição que ocasionam à articulação do joelho, como:

  • Deformidades congênitas: o paciente nasce com alterações na anatomia do joelho. Nesses casos, o joelho é torto (para fora ou para dentro), e a deformidade pode se agravar no decorrer dos anos, destruindo a articulação;
  • Lesões multiligamentares são lesões em que mais de 1 ligamento do joelho é rompido. Por conta disso, o joelho fica “solto”, resultando em movimentos anormais que destroem a articulação;
  • Fraturas na articulação: pelo fato de ocorrerem nos ossos do joelho (fêmur e tíbia) são fraturas graves, pois possuem alto potencial para destruir e deformar o joelho;
  • Hemofilia: doença que, quando não está bem controlada, ocasiona sangramento dentro do joelho, que leva à inflamação exagerada da articulação, o que chamamos de sinovite. A sinovite destrói a articulação, resultando em artrose mesmo em pacientes muito jovens;
  • Artrite reumatoide, lúpus e outras doenças autoimunes: as células de defesa desses pacientes atacam as próprias articulações desses pacientes, destruindo-as. Com isso, os pacientes desenvolvem artrose muito cedo na vida. Nesses casos, a artrose pode ser muito grave a ponto de incapacitá-los para atividades “simples” como andar.

As situações listadas acima podem produzir artrose grave no joelho, caracterizada por deformidade exuberante, defeito grande nos ossos do joelho (“buracos”) e instabilidade significativa (joelho fica “bambo”). Quando estamos diante de uma situação dessas, o tratamento não cirúrgico (ex.: viscossuplementação, fisioterapia, medicamentos) serve como paliativo, pois a cirurgia de artroplastia do joelho (cirurgia para colocar prótese) é inevitável, podendo ser, no máximo, postergada.

Como é a cirurgia de artroplastia nos casos de artrose grave no joelho?

O paciente é internado em jejum de 8 horas e encaminhado ao centro cirúrgico, de onde segue para a sala de cirurgia. Nesse local, o médico anestesiologista aplica medicamentos para promover sedação e anestesiar o joelho. A sedação ajudará o paciente a ficar calmo e relaxado, e permite que ele durma durante a cirurgia. A anestesia do joelho é realizada por meio de raquianestesia, que consiste na administração de medicamento pela coluna lombar.

Após a anestesia, posicionamos o paciente deitado na mesa de cirurgia para darmos início ao procedimento. Nesse momento, envolvemos a coxa do paciente com um torniquete, que minimiza o sangramento durante a cirurgia e facilita a visualização da anatomia do joelho.

Em seguida, faço a incisão cirúrgica (corte na pele) de aproximadamente 15cm para visualizar o joelho por dentro. Após esse passo, utilizo ferramentas para retirar a cartilagem doente e corrigir as deformidades do joelho. Além disso, utilizo serras cirúrgicas para remodelar a geometria dos ossos do joelho e permitir que a prótese se encaixe perfeitamente, semelhante às peças de um Lego®. Nesse momento, quando necessário, utilizamos ossos de doadores falecidos (chamado de transplante homólogo) para preencher “buracos” no joelho e permitir melhor encaixe da prótese.

Na sequência, introduzimos a prótese especial, que é mais robusta e reforçada. Para melhorar a fixação da prótese ao osso, impregnamos a peça com cimento ósseo composto de polimetilmetacrilato, que funciona com um princípio semelhante ao cimento utilizado na construção civil.

Colocada a prótese, costuramos a pele, realizamos o curativo e deixamos um dreno, que é um dispositivo utilizado para evitar o acúmulo de sangue dentro do joelho. O dreno, geralmente, é removido após 1-2 dias. Os pontos da cirurgia, por sua vez, são retirados após 3-4 semanas.

Perguntas
Frequentes

Mantenho os pacientes internados, em média, por 3-5 dias para iniciar precocemente a reabilitação (fisioterapia), obter melhor controle da dor pós-operatória, diminuir o risco de infecção, oferecer cuidados clínicos intensivos durante os primeiros dias após a cirurgia, treinar o paciente e seus familiares nos cuidados diários, entre outros.
Dependendo dos procedimentos realizados durante a cirurgia (ex.: osteotomias, transplantes, etc.), a recuperação pode ser tanto semelhante a uma artroplastia para tratar artrose não grave, quanto a uma artroplastia para revisar uma prótese defeituosa. Além disso, quando o paciente é mais jovem, a recuperação tende a ser mais rápida do que em idosos, porque suas condições físicas (musculatura, equilíbrio, capacidade regenerativa) são melhores.
De rotina, alguns exames de sangue (ex.: hemograma) são suficientes para o pré-operatório de pacientes jovens sem outras doenças além da artrose. Quando os pacientes apresentam outras doenças (ex.: hemofilia e artrite reumatoide), são avaliados pelos médicos especialistas da respectiva doença para que sejam tomadas medidas para o bom desenrolar do procedimento cirúrgico.
Não. Utilizamos o mesmo modelo de prótese empregado em cirurgias de revisão de prótese de joelho, aquela cirurgia realizada para substituir uma prótese antiga por uma nova em joelhos já operados.
Normalmente, pacientes com lesões multiligamentares, vítimas de fraturas no joelho e com deformidades congênitas não precisam de avaliação com outro especialista, porque a maioria é jovem, sem outras doenças além da artrose grave do joelho.

Entre em
Contato

Ainda tem alguma dúvida sobre como o Dr. Carlos Vinicius pode tratar a sua lesão? Preencha o formulário abaixo e nos envie uma mensagem!

Enviar

Receba Gratuitamente Nossa

Newsletter

Cadastre-se em nossa newsletter e receba gratuitamente nossas novidades, dicas e informações.

Gostaria de agendar e receber uma chamada em outro horário?

Você já é a 5 pessoa a solicitar uma ligação.

Deixe sua mensagem! Entraremos em contato o mais rápido possível.

Você já é a 3 pessoa a deixar uma mensagem.

Powered by: